
O Desbridamento Biológico consiste na utilização de larvas estéreis da mosca Crysomya megacephal, espécie de varejeira comum em Natal. As larvas das moscas, após coleta, criação e esterilização em laboratório, são colocadas e mantidas nas feridas por um período de 48 horas, com o objetivo de eliminar, apenas, o tecido morto preservando em sua totalidade, a parte viva.
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O tratamento de rotina para a eliminação da pele necrosada de feridas, é comumente realizado de forma mecânica, por meio de raspagem utilizando um bisturi. No entanto, ao raspar a pele morta, parte do tecido vivo também se perde, pois não há como separar os dois, o que torna essa prática muito agressiva e dolorosa para o paciente. Outro meio é a utilização de curativos à base de substâncias como a prata, procedimento que despende um custo altamente elevado. São justamente esses fatores que tornam a terapia larval uma alternativa mais viável, tanto do ponto de vista econômico quanto científico.
Enfermeira aprova aplicação da técnica em
humanos (Foto: Anastácia Vaz)
Desde 2011, o HUOL já realizou este tipo de procedimento em 5 pacientes
e está partindo para o sexto. “Eu trato feridas há 25 anos, e nunca vi
in loco uma forma de limpeza seletiva como esta. Além da vantagem das
larvas disseminarem no leito da ferida substâncias que matam
micro-organismos, mesmo aqueles muito resistentes, o que evita o uso
excessivo de antibiótico” assegura a enfermeira do HUOL, Julianny
Barreto Ferrazhumanos (Foto: Anastácia Vaz)
Rotina de Tratamento
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