
(Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr)
O presidente da Federação dos Municípios do RN (Femurn), Benes Leocádio, recomenda que os municípios façam a adesão o quanto antes. "Com base nessa adesão é que o governo abrirá o edital para os profissionais se candidatarem a trabalhar nas cidades", avisa. Para Leocádio, a grande vantagem do Mais Médicos é que a contratação dos profissionais ficará a cargo do governo federal, desafogando as contas das cidades.
De acordo com o presidente da Femurn, os municípios contratam por meio da estratégia de Saúde da Família, do Ministério da Saúde, na qual para convocar profissionais as cidades assumem responsabilidades como de contrato, concurso, pagamento e obrigação previdênciária. "São recebidos entre R$ 9 mil e R$ 10 mil para manter a equipe multiprofissional, mas o investimento acaba sendo de R$ 15 mil a R$ 20 mil. O orçamento é extrapolado", ressalta.
Na avaliação de Leocádio, a lista divulgada pelo Ministério da Saúde atende os municípios mais carentes e necessitados do estado. "São exatamente os que estão precisando, que não conseguiram seguir o leilão de quem paga mais pelos profissionais. Ao mesmo tempo, há uma certa omissão com os demais", analisa o presidente da Femurn, se referindo ao fato de que muitas cidades já pagam salários superiores aos R$ 10 mil oferecidos no programa Mais Médicos.
Prefeito de Lajes, município a 125 quilômetros de Natal, Benes Leocádio conta que na sua cidade, por exemplo, os profissionais recebem R$ 11 mil para trabalhar de três a quatro vezes na semana. Por ser considerada uma das regiões prioritárias, o Nordeste terá os municípios oferecendo 14 salários por ano aos profissionais. Além do salário mensal de R$ 10 mil, serão pagos mais R$ 20 mil como forma de incentivo para a vinda dos médicos.
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