
A reportagem, que é assinada pelo repórter Paulo Cobos, também utiliza números de Fortaleza para afirmar que as duas cidades são tão perigosas a ponto de fazer “a África do Sul, sede do Mundial em 2010 e tão ‘temida’ por sua violência que impressionava pelas ruas desertas à noite, um ‘oásis’ de segurança”. Para fazer a comparação, a ESPN tabulou a quantidade de homicídios de 2013, fornecidos por órgãos de segurança pública nas cidades da Copa. Depois, listou a população das cidades pelas projeções do IBGE. Então calculou o índice de assassinatos por 100.000 habitantes, medida padrão internacional para atestar o nível de violência de uma cidade.
Com os cálculos se constatou que Natal tem uma média de 66,6 homicídios para cada 100 mil habitantes, números maiores do que os que foram apresentados pela ONG mexicana Conselho Cidadão para Segurança Pública e Justiça Penal AC, que apontaram o município potiguar com uma média de 57,62 homicídios para cada 100 mil habitantes. Salvador também aparece de forma negativa, com 47 mortes a cada 100 mil pessoas. Fora do Nordeste, destaque negativo para Manaus, com o índice de 42,5. Em 2010, ano da Copa do Mundo na África do Sul, as cidades mais violentas daquele país ficavam longe dos números de Natal. O município mais perigoso era a Cidade do Cabo, com 46,2 homicídios para 100.000 habitantes. Em Port Elizabeth o índice era de 45,5, caia para 36,9 em Durban e despencava para 30,6 em Joanesburgo.
A matéria ainda traz o comparativo dos índices em Natal no ano de 2007, quando o Brasil foi anunciado como sede do Mundial de 2014, para mostrar que a cidade não se preocupou com a questão da segurança para sediar o evento. De acordo com o Mapa da Violência, a mais completa publicação sobre segurança no Brasil, o número de assassinatos naquele ano era muito menor do que o registrado em 2013. Em 2007, Natal teve 28,3 homicídios para cada 100 mil habititantes, número que mais do que dobrou no ano passado.
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